Esse é Paul Galbraith, violonista escoscês radicado no Brasil , possui uma carreira brilhante que agrega o sucesso internacional como intérprete, sua concepção musical e as inovadoras possibilidades que apresentou ao universo violonístico.
Paul Galbraith tinha todas as qualidades para ser um grande interprete de carreira internacional e vários discos gravados mas ele foi além, em 1989, o jornal Londrino “Sunday Times” qualificou como “revolucionária” a nova postura de seu violão. Paul sentiu a necessidade de mudar a postura e logo que percebeu uma forma mais natural e confortável de utilizar o instrumento, já começou a se apresentar como tal enfrentando os riscos de fracasso e até mesmo o preconceito de críticos tradicionalistas. Como se não bastasse, Paul sentiu a necessidade de ampliar os registros(grave e agudo) do instrumento com intuito de executar Bach, obras renascentistas nas versões originais e transcrever para o violão obras originalmente escritas para piano e até peças de orquestra. O novo instrumento possui oito cordas sendo um La mais agudo e um La mais grave. A idéia inicial era introduzir uma corda mais grave (La grave) mas depois de uma discussão com Stéfano Grondona sobre o aumento da extensão disponível dentro de uma posição, Paul recebeu a orientação do amigo de acrescentar uma oitava corda mais aguda(La agudo). A oitava corda possibilitaria um equilíbrio maior do instrumento e facilitaria os dedilhados até mesmo de obras escritas para violão de seis cordas.
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